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sábado, 2 de maio de 2015

Opinião: O Retrato de Dorian Gray

 Esta foi a minha primeira experiência literária com o tão conhecido Oscar Wilde e apesar de tudo,
adorei. Já tinha a curiosidade para o ler mas só quando o meu professor de Epistemologia referiu uma das peças do autor é que decidi dar o passo de comprar uma das suas obras. Não sou grande fã de peças de teatro por isso decidi embarcar por este livro.

Esta história tem como personagem principal  Dorian Gray, um jovem  bastante ingénuo sobre o mundo e as suas realidades. Basal, um artista que o venera decide fazer um retrato dele e assim começa a premissa da narrativa. Dorian acaba por num momento de desabafo desejar que em vez dele, seja o quadro a envelhecer para que este pudesse continuar com a sua beleza jovem. É exatamente isto que acontece. O livro revolve então em torno da sua vida e das suas escolhas sendo que a sua aparência se mantém.

É um dos livros com maior crescimento da personagem principal que eu já li. O jovem ingénuo que nos é apresentado nos primeiros capítulos em nada se assemelha ao homem do seu final, mas ironicamente a aparência é a mesma. o longo da narrativa vemos o desenvolvimento e os ideais deste a mudarem de uma forma bastante impressionante. A forma como este é influenciado por outras personagens é outro ponto que eu gostei bastante pois mostra como uma visão mais fria e cruel do mundo pode corromper uma alma "pura".

Podem contar com um livro com grandes reflexões sobre a sociedade e as suas hipocrisias, assim como sobre a importância da beleza e  juventude nos jogos de futilidade desta. Cada frase escrita por Wilde é uma reflexão certeira e que nos faz reflectir, para além de serem extremamente líricas. 

Portanto, penso que já perceberam que recomendo imenso este livro como sendo uma leitura quase obrigatória pela prosa maravilhosa e momentos de reflexão que  proporciona.
Um dos melhores livros da minha pequena colecção, sem dúvida!

Beijinhos
Marina Pinho 

Opinião: Crime e Castigo de Fyodor Dostoevsky


Voltando às opiniões no blog, aqui fica o que achei do livro Crime e Castigo :) 
Espero que gostem! 

Beijinhos
Marina Pinho 

sábado, 27 de setembro de 2014

Jane Eyre de Charlotte Bronte

Jane Eyre. Que dizer deste livro? Apenas que é um dos muitos livro que todos devem ler.

Acho que o nome Bronte não é desconhecido de qualquer um que se declare a "bookworm". Este serve de apelido a três grandes escritoras da literatura inglesa, sendo uma delas a autora deste magnífico livro, a Charlotte Bronte.
Nasceu em 1816 no seio de uma família bastante numerosa mas que se viu reduzida devido à morte de alguns dos seus irmão enquanto ainda eram novos.
O livro Jane Eyre é muitas vezes considerado uma quase autobiografia da sua autora, não tanto pela ação mas pela maneira de pensar e pelas adversidades da vida da protagonista. Charlotte Bronte foi ela própria uma professora e depois tornou-se numa governanta.
Charlotte, sendo uma mulher do século XIX, teve de se esconder sob o pseudónimo masculino de Currer Bell, pois as mulheres não eram consideradas adequadas à ocupação de escritoras.

Falando do livro em si, Jane Eyre conta a história de vida desta protagonista pelas suas próprias palavras. É como se a Jane nos estivesse a contar a sua vida até ao momento presente parando muitas vezes a ação para se dirigir aos leitores tratado-nos por esse mesmo nome.

Começamos por acompanhar a Jane enquanto ela ainda é uma criança e se encontra aos cuidados da sua tia que a despreza, pois ambos os seus pais já se encontravam mortos. Durante esta altura, sentimos como ela foi injustiçada e maltratada não só pela tia como pelos seus primos que a desprezavam também. Já nesta altura, as partes góticas e sobrenaturais do livro se começam a revelar quando a pequena Jane vê algo não material no quarto vermelho, numa das vezes em que lá foi trancada por ter sido apanhada a defender-se (batendo no primo que a agredira anteriormente). Depois de ser vista por um médico este aconselha a sua tia a que a mande para uma escola, coisa que a protagonista aceita de bom grado pois só se queria ver livre daquelas opressões que sofria constantemente.
Mandam-na para uma escola extremamente austera mas onde ela conhece outras raparigas e acaba por se integrar. Passam-se oito anos e a Jane, já com dezoito, decide tornar-se preceptora (devido à sua excelente educação) e para isso escreve um anuncio a que a Sra. Fairfax responde. A partir do momento  em que chega a Thornfield Hall e passado alguns incidentes conhece o Sr. Rochester, a sua vida muda.

É escusado dizer que adorei este livro, penso que é difícil alguém não gostar pois, para além de uma história muito bem construída assim como uma protagonista nada usual, o livro apresenta-nos uma escrita maravilhosa com frases lindíssimas.

Gostei bastante do desenvolvimento da protagonista, começando como alguém dependente e com vontade própria que por vezes tinha de "abafar", para acabar uma mulher dona de si própria e totalmente independente.Penso também que este livro nos faz pensar em como uma mulher simples e, aparentemente, sem nada de especial se torna a heroína desta história e comanda a sua própria vida. Acho a Jane uma personagem profundamente inspiradora e um modelo de mulher forte e que não se deixa levar pelo que seria mais fácil, nem deixa de se amar a si própria ou renuncia aos seus princípios por ninguém.

Os elementos góticos e sobrenaturais prendem o leitor de forma a que ele queira saber o que tudo aquilo quer dizer e desvendar os segredos do livro.

É uma história muito bonita e que eu não me canso de recomendar.

E vocês, já leram? O que acharam?


Beijinhos 
Marina Pinho